segunda-feira, 19 de novembro de 2012

4º Baile dos Sonhos...

A ONG vem respeitosamente agradecer a todos os participantes da 4º edição do Bale dos Sonhos, esse ano sendo organizado somente pela ONG o evento tomou uma grande proporção, mostrando o amadurecimento tanto da ONG enquanto instituição de ação social vinda dos movimentos populares quanto a interação social entre empresas privadas, pessoas da comunidade e administração pública. Ficamos agradecidos por ter tido a inserção que tivemos, pois isso demonstra o quanto é depositado de confiança em nossos projetos, sejam voltados a comunidade LGBTT ou a outros extratos sociais. Esperamos por estar contando com todas as pessoas nos nossos outros projetos para que encontrem a mesma efetividade. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O Amor Não Tem Fronteiras.

Adolescente homossexual mobiliza toda a sua escola para fazer declaração de amor a seu namorado, uma prova de amor homoafetivo, aprovado pela escola, apoiado pelos amigos e claro demostra um momento de maturidade dos adolescentes que vai muito além dos tribunais e das legislações sociais, esperamos que desta escola saiam muitos juizes, médicos, advogados e outros profissionais que atuam no atendimento direto com pessoas, porque essa atitude enquanto adolescentes demostram que serão adultos que estarão dispostos a construir um mundo bem melhor. Parabéns a todos.



Noticia extraída de Bananas trans.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Estatuto da Diversidade Sexual

Lâminas que apresentam de forma bem lúdica a campanha do Estatuto da Diversidade Sexual promovido por Maria Berenice Dias em conjunto com a Ordem do Brasil dos Advogados.







O vídeo do projeto.


domingo, 9 de setembro de 2012

Governo do RS avacalha com a identidade de pessoas trans* - literalmente


Sabe quando falam que pessoas cis não têm absolutamente a menor idéia das atrocidades que pessoas trans* têm que aguentar? Poisé, hoje tive o exemplo vivo de uma situação que eu achava que era de um jeito e descobri que era outro. Outro bem diferente, bem preconceituoso.  Até então eu, ingenuamente, achava que quando uma pessoa trans* desejasse obter uma carteira de identificação com o seu gênero e nome corretos, recebia EXATAMENTE a mesma carteira que todo mundo recebe, como se fosse assim, uma segunda via.  Algo assim, correto?




Engano meu. Aparentemente, o Estado do Rio Grande do Sul acha que pode discriminar pessoas trans* até mesmo na documentação. Esse é o ridículo modelo da “Carteira de Nome Social para Travestis e Transexuais”



Sério? Tipo, SÉRIO? Vocês realmente acham que justiça é designar um documento COMPLETAMENTE DIFERENTE, e ainda escrevendo NA PRÓPRIA CARTEIRA que a pessoa é trans*? Já parou pra pensar que isso é uma tremenda falta de respeitocom a pessoa? Que talvez essa idéia de documentos de identificação diferentes seja discriminação institucionalizadaNão aceito uma merda dessas. Voltem ao trabalho e me retornem quando derem um tratamento decente pra pessoas trans*. Um documento de identificação IGUAL. Com o gênero CORRETO. Sem adendos. Sem firulas. Igual.  

(x) via @transfeminismo

click em "feminista cansada" e acesse o texto original.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

4º Edição do Baile dos Sonhos...

A ONG Girassol vem com muita felicidade apresentar o cartaz e o cronograma das atividades previstas para o projeto. Este ano o baile estará disposto em nova residencia, mas ainda com todo o amor e força que tem, o evento final será feito nas dependências do Clube Recreativo Samborjense, o baile será no dia 09 de novembro, porém como é o processo do projeto, serão 60 dias de atividades e encontros com as meninas e com seus familiares para discutir sobre o projeto, onde as meninas terão acompanhamento de assistente social, psicologa, cabeleireiro, maquiagem e fotografia. espero que todos possam estar disponibilizando-se a fazer parte deste projeto e realizar não só o sonho de debutar, mas o sonho de ser apresentada para sociedade de uma forma cidadã emancipatória, onde todos atuam como agentes do processo. 



Click em Cronograma de Atividades para acessar o arquivo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Gays são mais preparados que héteros para adotar filho, diz Pedro Bial à revista


Pedro Bial entre Simone e Aline, cujo casamento foi ao ar no "Na Moral" de 19 de julho de 2012 


Do UOL, em São Paulo

No ar com o programa de debates "Na Moral", o jornalista Pedro Bial diz que aproveitou a chance para voltar a ser o "moralista da nação". “Nunca escolhi, mas sempre me caíram temas espinhosos por contingências ou por circunstâncias. Mas, no meu lugar, não tem zona de conforto. A briga só ficou maior”, disse o apresentador em entrevista à revista "Rolling Stone".
Bial diz que o “Na Moral” é focado nos debates de tabus, com um viés jornalístico, e propõe colocar ideias opostas lado a lado. “Eu, por exemplo, tinha um grilo com a adoção de filhos por casais gays. Fui estudando, conversando e mudei de ideia. Não tenho nada contra e, talvez, até muito a favor, mais do que um casal hétero”, declarou.
Pedro Bial conta que a Globo lhe dá liberdade total para escolher os temas abordados no programa. “Eles confiam no meu critério. Se, porventura, aparecerem aspectos contraditórios que envolvam a própria natureza da nossa empresa, a gente vai trabalhar com a maior naturalidade possível”, disse.
Enquanto espera pelo BBB13, em janeiro, e pela segunda temporada de “Na Moral”, Bial respondeu se encararia participar de um “BBB” de celebridades: “Mas nem f****** [risos]. De jeito nenhum, nem por milhões de dólares”.

domingo, 5 de agosto de 2012

Olimpíadas 2012 e homossexualidade



  

Há 23 atletas olímpicos abertamente gays e lésbicas em Londres, mais dois treinadores. Há também dois atletas paraolímpicos gays. Isso se comparado com 11 em Atenas e10 em Pequim, mostra algum progresso de atletas que assumem em público sua orientação sexual, mas ainda é um número bastante baixo.

A contagem feita pelo site OutSports.com possui na listaAPENAS três homens: Matthew Mitcham, Carl Hester e Edward Gal.



Constata-se que os atletas ainda estão relutantes para sair do armário, especialmente os homens.

As lésbicas são muito mais numerosas: 19!

Entre elas temos uma brasileira, Mayssa Pessoa, goleira de hadball pelo Brasil.


Se considerarmos que apenas 23 atletas se assumem LGBT diante de um total de 10.409 atletas do mundo inteiro que disputam as Olimpíadas de Londres podemos concluir, sem riscos, como ainda é difícil ser aceita a diversidade sexual no meio esportista.

É grave, pois uma coisa que chama atenção no esporte é justamente a união dos povos, que interage, apesar das suas diferenças culturais e regionais. Há culturalmente um tácito respeito as diferenças.

Entende-se isto em nome do "espírito coletivo", tão importante para o esporte, atuando na convivência e aceitação das disparidades existentes num grupo ou seleção, em nome de um bem comum. 

Falar em espírito coletivo, não dá para esquecer um outro dito espírito, "o esportivo", o qual implica na característica de quem respeita as regras e sabe ganhar ou perder com elegância. 

Então indaga-se, porque atletas homossexuais sentem tanta dificuldade para assumir sua sexualidade num grupo marcado por características tão nobres?

Creio que o indício para possível resposta se constata no próprio anúncio daqueles que ousaram se assumir: Dezenove mulheres e três homens.  Minha resposta seria o MACHISMO!

No esporte, mulheres disputam com outras mulheres, o que minimiza o machismo que sofrem. No entanto, os homens não possuem escolha e dependem da convivência e disputa entre seus pares.

Minha suspeita é confirmada num trabalho acadêmico que faz menção ao caso e cita as considerações de Anne Flintoff, que ensina que a discriminação na Educação Física e no esporte é construída em cima de uma imagem estereotipada que reforça a identidade masculinadessas práticas culturais. Logo, a homossexualidade e a feminilidade são utilizadas como referências negativas.

Este artigo "Homossexualidade, educação física e esporte" de Carlos Fernando Ferreira da Cunha Júnior e Victor Andrade de Melo possui conclusões interessantes, mas bastante evidentes também: a) existe preconceito e discriminação para com homossexuais; b) Educação Física escolar e professor foram apontados como responsáveis pelo afastamento dos homossexuais das atividades físicas/esportivas fora da escola; c) os professores contribuem com a perpetuação do preconceito e da discriminação; d) os homossexuais têm poucos espaços para a prática de atividades físicas/esportivas.

O  atleta homossexual sofre os mesmos males de todos os demais profissionais LGBTs. Em regra, só sente o direito de opção para se assumir numa célula machista após ver publicamente reconhecida sua competência, não raro acima da média dos demais, quando enfim obtém algum respeito e, por conseguinte, liberdade.

A solução, como sempre, perpassa pela Educação!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Orgulho da LIBERDADE




Há 43 anos essas pessoas decidiram que não aceitariam mais serem motivos de piadas, de humilhações e violências. Eles decidiram que era hora de mudar da vergonha para o orgulho! A revolta de Stonewall começou no dia 28 de junho de 1969 e durou vários dias! Graças a essas travestis, gays e lésbicas de coragem que hoje podemos celebrar o orgulho de ser quem queremos ser e amar quem queremos amar! 

28 de junho de 2012 - Dia mundial do orgulho LGBT!


extraído de: http://www.facebook.com/umaoutraopiniao

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Por que é importante votar em candidatos pró-LGBT?

*Texto retirado da "Cartilha LGBT para as Eleições 2012/2014"

Pode parecer óbvio que é importante votarmos em candidatos que nos representem, seja para Presidente da República ou para vereador de nossa cidade, mas o que de fato percebemos é que não temos sido capazes de eleger um número significativo de políticos que nos represente a despeito de sermos 10% da população e conseguirmos organizar duas paradas com mais de 1 milhão de participantes.

O que está acontecendo então? Por que somos tantos, mas somos tão mal representados?

Uma possível resposta é que ser um LGBTT é apenas parte do que somos, e temos nos esquecido dessa nossa particularidade nas eleições.

Antes de sermos LGBTT, temos sido petistas, tucanos, ambientalistas, paulistas, mineiros, profissionais liberais, servidores públicos, negros, mulheres, e temos colocado todas essas questões como prioritárias, nos esquecendo de que as demandas LGBTT também deveriam ser encaradas como prioridade.

Quais têm sido as consequências desse nosso descuido?

Primeiramente, os grupos que se opõem aos nossos direitos, principalmente os fundamentalistas evangélicos e católicos, estão cada vez mais organizados e articulados, ganhando cada vez mais espaço e prestígio nos fóruns políticos. Não é por acaso que o PLC 122 não avança no Congresso, não é à toa que o programa Escola sem homofobia foi vetado pela presidente. Tudo isso reflete a crescente capacidade de pressão de nossos adversários.

Além disso, temos nos permitido seguir divididos, brigando internamente, quando deveríamos estar trabalhando pelos mesmos objetivos. A disputa de LGBTTs petistas contra LGBTTs tucanos é o exemplo mais marcante, mas não o único. Enquanto isso ocorrer, as demandas dos LGBTT ficarão em segundo plano na agenda dos políticos, uma vez que elas serão sempre percebidas como de importância menor e não determinantes para a vitória eleitoral de qualquer grupo político.

O recrudescimento de crimes homofóbicos, as seguidas derrotas que os LGBTT têm sofrido no âmbito do legislativo e do executivo federais e o fortalecimento dos nossos opositores torna urgente que nos mobilizemos e passemos a priorizar a conquista de nossos direitos sobre todas as outras questões políticas atuais.

Devemos preferir candidatos LGBTT ou claramente pró-LGBTT ainda que isso signifique deixar de votar no nosso amigo, parente ou partido, se estes não se comprometerem sinceramente com a nossa causa. Só assim conquistaremos o respeito (ou medo) da classe política, que perceberá que qualquer projeto de poder deve nos incluir para ser bem-sucedido.


Comemorando nossos 4 anos de atividades


sábado, 9 de junho de 2012

Pepê e Neném revelam que são homossexuais em entrevista na TV


Do UOL, no Rio
As cantoras Pepê e Neném revelaram que são homossexuais durante entrevista ao programa "De Frente Com Gabi" que vai ao ar neste domingo (10). "A gente é [homossexual] desde criança. As duas. Eu com dez anos de idade me apaixonei por uma menina", contou Neném e Pepê acrescentou: "Nós nunca namoramos homens".
Elas garantiram ainda que nunca se envolveram com fãs. "Nós nunca passamos do limite, nunca paqueramos filha de empresário e nunca ficamos com fã. Nunca. Antes de qualquer coisa, somos profissionais", ressaltou Pepê.



As gêmeas, batizadas de Potiara e Potiguara, fizeram sucesso na década de 90 com hits como "Mania de Você" e "Mais uma Vez". "Ao todo somos 7 irmãos. Nossa família era muito pobre, dividir uma prato de comida já era difícil", relembrou Pepê. Apesar do sucesso, a dupla afirmou que perdeu muito dinheiro e ainda vive de aluguel.
"O empresário passava para gente que o nosso show custava 15 mil e na verdade era 30 mil", explicou Neném e Pepê prosseguiu: "Nos deixamos levar, não tínhamos advogado e fechamos contratos sem ler nada".
O "De Frente Com Gabi" vai ao ar às 0h15 no SBT.
extraído de noticias.bol.uol.com.br

domingo, 3 de junho de 2012

4 anos de luta em busca de visibilidade.


Vamos comemorar em grande estilo.


Esse ano a ONG Girassol, Amigos na Diversidade estará completando 4 anos de trabalhos em busca do direito das minorias sociais, dando garantida da efetivação máxima do direito de todos, nesta perspectiva estaremos organizando um evento solene, com debate e discussões sobre temas que interessem a comunidade LGBTT.

Nossa ideia principal é estar fazendo um chamamento a comunidade para que venha discutir conosco um assunto de extrema importância para nossa comunidade, estamos vivenciando um momento de abertura das discussões sobre, sexo, gênero e direitos humanos, o que precisa ser discutido para que possamos estar em virtude disso amadurecendo nossa vivencia em comunidade, reconhecendo o direito fundamental que todo os cidadãos possuem. 

dizer não ao preconceito, não é somente dizer que que aceita o diferente, mas que sabe conviver com essas diferenças que estão tão presentes na vida cotidiana. a discussão do evento irá seguir toda em torno das "NOVAS CONFIGURAÇÕES FAMILIARES", assunto que será debatido pela Ad. Esp. em direito da família Lisiane Scalco, onde estaremos debatendo assuntos como a adoção de crianças por pais homossexuais, e as novas famílias homoafetivas, que estão cada vez mais presentes na nossa sociedade.

O evento ainda terá como atividade a oficina de "DEBATE DINÂMICO", ministrada pela AS. Lins Roballo que juntamente com o Jor. Rodrigo Mendonça irão trazer videos e curtas para propor a discussão sobre a relação "família X orientação sexual". O evento será na Câmara de Vereadores de São Borja e Inicia as 14h do dia 29 de junho de 2012. Aguardamos a todos para fomentar o debate acerca do assunto.

Acesse o nosso Informativo

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Calendário com transformistas em cenas clássicas gera polêmica no CE


Publicado originalmente por G1

Atores transformistas de Fortaleza produziram o ‘Translendário’.

Reproduções de imagens cristãs foram criticadas na Assembleia do Ceará.


No mês de abril, "O Último Truque" faz referência ao quadro "A Última Ceia", de Leonardo da Vinci. (Foto: Translendário/Divulgação)
O grupo “As Trasvestidas” lançou no Ceará um calendário com 12 imagens em que atores transformistas aparecem em obras clássicas e cenas populares. Nas páginas dos meses de janeiro a dezembro do “Translendário”, como é intitulado o trabalho, há releituras das pinturas “Mona Lisa” e “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, e da escultura Pietà, de Michelangelo. A presença da logomarca da Prefeitura de Fortaleza na publicação gerou polêmica na Assembleia Legislativa do Ceará nesta terça-feira (8), mas o município diz que não apoiou financeiramente o calendário. Um deputado estadual considera o calendário um ”desrespeito” aos cristãos. (Veja as 12 páginas do calendário)

Carmen Miranda está no mês de fevereiro, em “Disseram que voltei Trans-Operada”. (Foto: Translendário/Divulgação)
“A ideia do ‘Translendário’ foi fazer um produto com qualidade que pudesse levar uma imagem positiva do universo trans. Uma imagem diferente da lama e da prostituição”, explica um dos idealizadores do projeto, Silvero Pereira.
De acordo com o ator, produtor e professor, o nome diferente para o calendário surgiu para fazer alusões ao objetivo do produto e “às travestis como lendas da nossa cultura”. A escolha das 12 imagens não foi fácil, segundo Silvero Pereira, e discutida em reuniões com os produtores durante os dois anos que o projeto foi idealizado.
“Queríamos uma visibilidade positiva e, com uma boa fotografia, produção e design, pensamos em obras clássicas que fossem referência para as pessoas, que já fizessem parte do imaginário coletivo”, afirma.
Com referências do mundo LGBTT, o mês de agosto do “Translendário” traz, por exemplo, a “Transvênus”, uma releitura da obra “O Nascimento de Vênus”, de Sandro Botticelli. A capa clássica do disco “Abbey Road”, do The Beattles, também é lembrada no mês de julho na versão “Crossdressroad”. A famosa “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci, transformou-se em “Mona”, e a cantora Carmen Miranda é retratada com as tradicionais cores e pose e o título “Disseram que voltei Trans-Operada”.

Pintura clássica de Da Vinci ganha versão "Mona" em calendário. (Foto: Translendário/Divulgação)
Segundo o idealizador, foram impressos 400 exemplares que, desde janeiro, são distribuídos em eventos e ONGs ligadas ao movimento LGBTT. O “Translendário” também pode ser comercializado pelo valor de R$ 10, mas a venda está suspensa, de acordo com Pereira, depois que o calendário recebeu críticas na Assembleia Legislativa do Ceará. “Queremos esclarecer qual é o objetivo do nosso trabalho”, diz.

Polêmica
O deputado estadual Fernando Hugo (PSDB-CE) apresentou o “Translendário” na manhã de terça-feira (8) no plenário da Assembleia Legislativa afirmando que as imagens o fizeram se sentir desrespeitado como cristão. “Eles [grupo LGBTT] que tanto querem respeito, deviam primeiro respeitar”, disse o deputado em contato com o G1 nesta quarta-feira (9).
Segundo Silvero Pereira, o calendário traz releituras de obras de arte. “Não tem nada a ver com religião. É uma releitura artística, das obras de arte, assim como é feita em outras artes. Michelangelo e Da Vinci nem católicos eram”, diz.

Com cenas cristãs, como a Pietà, calendário causou polêmica. (Foto: Translendário/Divulgação)
Outra crítica do deputado é a impressão da logomarca da Prefeitura de Fortaleza na primeira página dos calendários. Fernando Hugo informou que já entrou com uma ação no Ministério Público pedindo explicações sobre o tipo de apoio dado pela Prefeitura de Fortaleza ao calendário.
“O que é desalentador é que a prefeitura lamenta tanto a falta de dinheiro para investir e destina de modo fácil e rápido recursos para uma publicação assim”, disse o deputado, completando, “é um gasto de dinheiro do povo numa publicação que nada produz de educativo. Quero saber qual o fundamento. Qual o beneficio que ele trará ao povo de Fortaleza?”.
A Prefeitura de Fortaleza informou, por meio da Secretaria de Direitos Humanos, que o Translendário não recebeu apoio financeiro do município e a marca da gestão foi utilizada indevidamente pela organização. “Todo o investimento foi feito pelo grupo (As Trasvestidas) e realizado com apresentações artisticas”, afirma Silvero Pereira.
“A ideia de colocar logomarca da Prefeitura foi uma decisão minha em agradecimento às ações e parceiras desenvolvidas pela Coordenadoria da Diversidade Sexual. Por isso, coloquei como apoio”, diz. O artista acrescenta que o grupo deciciu retirar a primeira página do calendário que contém a referência à prefeitura municipal.
Segundo o produtor cultural, os valores dos cachês e da renda da bilheteria de espetáculos encenados pelo grupo foram destinados para a produção do calendário que não contou com verba da Prefeitura. O custo do produto, segundo Pereira, variou entre R$ 2.000 e R$ 2.500 e os envolvidos no projeto não cobraram pelo trabalho.
Apesar de criticar a presença da logomarca “Fortaleza Bela” na publicação e criticar a forma como o conteúdo foi apresentado, Fernando Hugo disse não ser contra o público LGBTT ou manifestações pela diversidade sexual. “Porém, como cristão, sem ser piegas ou carolista, posso dizer que os travestis desrespeitaram o mundo cristão”, afirma.

extraído de 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Escola para travestis na Argentina usa metodologia do brasileiro Paulo Freire14


Thiago Minami
Do UOL, em Buenos Aires









Quando chegou a Buenos Aires aos 15 anos de idade, a travesti Virginia Silveira queria se tornar advogada. Abandonou a família e os estudos na terra natal, Salta (a 1597 quilômetros de Buenos Aires), para realizar, sozinha, o sonho nas elegantes ruas da capital argentina.
A vida que levou, porém, não tinha nenhum charme. Como é comum entre as travestis em diversos países, Virginia recorreu à prostituição para sobreviver na cidade grande. “É uma rotina muito dura para uma adolescente. Mas você se vê sem ter para onde correr”, diz. Como se vestia de menina desde pequena, era vítima de exclusão na escola. Ficava de lado nos trabalhos em grupo e não conseguia ir ao banheiro. “Me aguentava até voltar para casa, porque não me sentia à vontade para ir com os meninos.”
Desde março, Virginia, hoje com 22 anos, está de volta aos estudos. Ela é uma das 35 alunas da escola de travestis Mocha Celis. As aulas não são sobre como usar salto alto ou se maquiar, mas, sim, um supletivo para quem não completou o ensino médio, com aulas de língua, matemática, ciências e outras disciplinas que estariam em qualquer instituição do tipo. Dez alunos são heterossexuais. Em geral, eles são parte de outras minorias excluídas do sistema educacional, como imigrantes.
“A diferença é que agregamos discussões de gêneros aos tópicos das disciplinas”, explica Francisco Quiñones, 27, um dos 25 coordenadores e também professor do curso “Gênero” define a construção social da sexualidade e a maneira como o indivíduo se vê. Virginia, por exemplo, nasceu com o sexo masculino, mas seu gênero é feminino. Isso influencia o aprendizado em áreas como a biologia, em que tradicionalmente só é abordada a divisão sexual entre homens e mulheres. Na Mocha Celis, são discutidas também as razões para a existência de travestis e transexuais – como a questão é vista pela biologia, sociologia e psicologia.

Gestão democrática


O educador brasileiro Paulo Freire é um dos mais citados do mundo. Basicamente, ele preconiza a educação como um processo de transformação social. Diz que é preciso acabar com a relação entre professor mestre-do-conhecimento e aluno folha-de-papel-em-branco (veja mais abaixo).
A Mocha Celis decidiu levar Freire a sério. Organiza as aulas em mesas redondas, ao redor das quais educadores e estudantes debatem as questões lado a lado. As regras são decididas em conjunto, como provam cartazes verdes colados na sala de aula – uma norma é escrita a caneta e, abaixo dela, fica o espaço para manifestações contrárias. Uma delas diz: “não se deve fumar em sala de aula”, e logo alguém protesta: “por que não? E a liberdade de atitude?”.
Chegar a um consenso, no entanto, leva tempo e nem sempre é possível. Na Mocha Celis, além dos heterossexuais e os transexuais masculinos, há também as femininas – meninos que nasceram meninas. Segundo Francisco, não há problemas de relacionamentos entre as partes. “Só precisamos melhorar um pouco a integração entre elas”, diz.

Este é só o primeiro desafio


Muitas alunas da Mocha Celis vivem da prostituição. Outras são manicures e empregadas domésticas. “Em comum, todas sonham escolher a profissão que desejam – e não serem obrigadas a seguir aquelas que a sociedade impõe”, diz Quiñones.
É o que leva Laura Barrionuevo, 28, a enfrentar três horas de transporte público todos os dias para fazer o supletivo. Ela quer cursar radiologia. “É a melhor oportunidade que tive na vida até agora”, conta à reportagem do UOL, logo após dar entrevista a dois canais locais de TV. Laura trabalha de empregada doméstica e, assim como Virginia, também deixou a escola porque não era aceita pelos demais. 
Quiñones é otimista em relação à exclusão no mercado de trabalho. “O Estado está mudando a cabeça, então as empresas também devem seguir”, diz. A briga pela aceitação social da diversidade é parte do currículo. No último dia 09, professores e estudantes uniram-se na Praça do Congresso para pressionar o Senado argentino a aprovar a Lei de Identidade e Gênero, que, entre outras medidas, garante a operação gratuita de mudança de sexo a transexuais. Na mesma data, a lei foi ratificada por unanimidade.

Infraestrutura


Além das questões de ordem nacional, a Mocha Celis precisa enfrentar também problemas como a falta de verba e infraestrutura. Ela é considerada um “bacharelato popular”, um tipo de insituição educacional sem fins lucrativos que recebe apoio financeiro do governo. A condição para o dinheiro chegar, porém, é que pelo menos uma turma esteja formada. “Até lá, estamos fazendo uma vaquinha e colocando do próprio bolso. Temos um gasto mensal de 12 mil pesos (R$ 6 mil)”, afirma Francisco.


MAIS HISTÓRIAS

  • Arquivo pessoal
    Cearense é a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil; conheça sua trajetória
Quem visita Buenos Aires a turismo dificilmente verá locais como a escola. Funciona no quinto andar de um prédio antigo no bairro de Chacarita –sem nada da beleza dos casarões característicos da cidade– e conta com pouco mais que uma pequena lousa manchada, mesas velhas e instalações precárias, que parecem ter sido abandonadas por um longo tempo. Numa cozinha com poucos utensílios, os alunos fazem comida para sustentar os colegas mais pobres. Os ingredientes são comprados em conjunto.
O ambiente parece relembrar a história da própria Mocha Celis, travesti que dá nome ao curso. Após ser levada à prisão diversas vezes, foi morta com três tiros em condições obscuras – ao que tudo indica, vítima da violência policial. Sempre que ia parar na cadeia, Mocha, analfabeta, precisava de ajuda para assinar o próprio nome e ler os termos judiciais.
Na Argentina, apenas 14 % das garotas travestis terminam o ensino fundamental, contra 98 % do resto da população, segundo dados da ALITT (Associação de Luta pela Identidade Travesti e Transgênero). A falta de educação e a vida cheia de riscos abaixa a expectativa de vida para 35 anos, comparável aos países mais pobres do mundo em situação de guerra. Na Argentina, a expectativa média da população geral é de 76 anos. Por isso, os estudantes estão esperançosos. “Minha maior dor era não me sentir útil à sociedade”, diz Virginia. “Aconselho os travestis a sair da prostituição. Assim vão se dar conta de que a vida é bem maior e não vão querer voltar nunca mais ao passado.”

PARA PAULO FREIRE, ALUNO É SUJEITO, NÃO ESPECTADOR

A democracia na escola é um ponto essencial do pensador brasileiro Paulo Freire. Para ele, professores e alunos estão em posições contrárias, mas ao mesmo tempo de igualdade, com uma troca contínua de saberes e conhecimentos. “Ninguém só aprende, ninguém só ensina. Não se diz ao outro a verdade, mas, com ele, partilha-se a busca pelo conhecimento”, diz Agostinho Rosa, presidente do Centro Paulo Freire, no Recife. Para Freire, estudantes não são vazios de conhecimento. São sujeitos com histórias e vivências próprias, que devem ser levadas em consideração a todo o tempo na sala de aula. Muitas vezes, surgem contradições entre os universos que se tornam parte importante do processo de aprendizado. “É pelo reconhecimento da diferença e da pluralidade que Paulo Freire pensa a escola. Discutir com o outro é uma apropriação democrática”, explica Rosa. Por meio da formação de protagonistas sociais, capacitados para adquirir e produzir cultura, a escola pensada por Paulo Freire é capaz de gerar consciência crítica, levar a transformações na sociedade e reverter as relações de exploração.






sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pronunciamento de Jean Wyllys por ocasião do Dia Nacional de Combate à Homofobia


Por Diana C. em 17/05/2012 às 16h52


"Não rebaixo a pauta LGBT". Foi essa a explicação do deputado federal Jean Wyllys (PSOL -RJ) ao se recusar a debater sobre homofobia e direitos humanos, ao vivo, na Rádio Globo, com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). 

"A emissora não me avisou da presença do deputado homofóbico e eu já entrei no ar ouvindo seu discurso odioso e difamador dos homossexuais", escreveu Wyllys em sua página no Twitter. 

Para o deputado, "não há como debater algo sério como direitos humanos de LGBTs (assunto sobre o qual há tanto preconceito) num clima sensacionalista". Ainda segundo Jean Wyllys, o "deputado homofóbico [Jair Bolsonaro] não oferece argumentos contrários à criminalização da homofobia; oferece tão somente ofensas e hipocrisia! Não dá!", desabafou. 

Por fim, o deputado afirmou que não dará mais espaços para discursos de ódio. "Não me farei de escada para elevar discursos de ódio que já têm espaço demais nas mídias, contando inclusive com aval de apresentadores", declarou. de ódio contra homossexuais. Assista abaixo.

O parlamentar aproveitou também o Dia Internacional de Combate à Homofobia para se pronunciar na tribuna do Plenário defendendo a criminalização dos crimes 


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cearense é a primeira travesti a apresentar uma tese de doutorado no Brasil

Gabriel Carvalho
Do UOL, em Salvador





A cearense Luma Andrade será a primeira travesti do Brasil a apresentar uma tese de doutorado, segundo informa a ABGLT (Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros). Graduada em ciências naturais pela Uece (Universidade Estadual do Ceará) e com mestrado na área do desenvolvimento do meio ambiente pela UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), agora, aos 35 anos, ela é doutoranda em educação pela UFC (Universidade Federal do Ceará).

Para obter o título de doutora, ela se inspirou na própria realidade e produziu um estudo baseado no acesso das travestis (homossexuais que se vestem como mulheres) cearenses à educação. “Pude constatar que está havendo um aumento do acesso e também da procura pela escola, mas ainda há resistências como a discriminação, bullying e a marginalização”, disse ao UOL Educação por telefone.

Resistência, aliás, é uma palavra ou até mesmo um sentimento muito conhecido por Luma. “Desde os oito anos de idade que convivo com isso. Já cheguei a apanhar na escola e ouvir da professora que era bem feito”, contou.

Mesmo assim, ela disse que focou a atenção para os estudos e usou sua aptidão para as ciências exatas como uma aliada na conquista de amigos e de respeito dos colegas. “Eu sabia matemática e fiz com que isso me ajudasse. Passei a dar aulas para os colegas e eles passaram a ser meus amigos”, disse.

Em casa ela usou a mesma estratégia de focar a atenção para os estudos, na hora de responder os questionamentos dos pais, dois agricultores analfabetos que não a discriminavam, mas sempre perguntavam por uma namorada, principalmente no período da adolescência.

Já adulta, chegou a ir, nos primeiros dias, para o campus da Uece, no município de Limoeiro do Norte, onde concluiu a graduação, vestida com roupas masculinas para evitar situações de preconceito e constrangimento, mas a estratégia não deu certo. No primeiro dia de aula, ela conta que foi uma chacota geral, mas, depois que resolveu usar roupas femininas, as pessoas a conheceram melhor e ela começou a ser aceita. “De início foi uma decepção, pois achava que na universidade as pessoas eram mais maduras”, disse.
Início na vida profissional foi marcado por dificuldades

Depois de formada, Luma recebeu o convite de um ex-professor da faculdade para dar aula em uma escola, mas o que parecia ser uma grande oportunidade, na verdade foi um grande teste.

“Era terrível, os dirigentes e outros professores ficavam atrás das portas assistindo à minha aula. Os alunos também ficavam rindo e muitos gritavam: gay, viado (sic), dentre outros palavrões. No fundo, eles achavam que a minha aula (de ciências naturais) ia ser uma palhaçada, mas sempre no primeiro dia, eu contava a minha história de vida e ganhava fãs e aliados. Eles também são pobres, nordestinos e sonham com dias melhores. “Além disso, sempre mantive postura, seriedade para lecionar, o que foi fundamental para adquirir o respeito de alunos e colegas”, completa.

Depois de conquistar estabilidade e ser aprovada em concurso público na área de Educação, Luma passou na seleção de um mestrado em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e a cidade cearense mais próxima era Aracati. “Começou tudo de novo, tive que voltar à estaca zero”, disse Luma que precisou pedir uma intervenção da Secretaria Estadual da Educação do Ceará para ser admitida em concurso que havia sido a única pessoa a ser aprovada. “A minha nomeação era sempre protelada sem que um motivo fosse alegado".

Anos depois, em 2005, desenvolveu o projeto “Intimamente Mulher” que incentivava alunas e professoras a fazer exames de prevenção que lhe rendeu o primeiro lugar no Estado e um prêmio no Ministério da Educação.

Atualmente, Luma está casada com um professor de História, realiza palestras, é constantemente convidada para ser madrinha de formaturas e passeatas, além de presidir a Associação Russana de Diversidade Humana, na cidade de Russas, a 165 km de Fortaleza.
Tese de doutorado

Essas e outras barreiras enfrentadas por travestis foram relatadas na tese da doutoranda, que aponta alguns entraves enfrentados por travestis nos ensinos médio, fundamental e superior. “Uma coisa é o nome, onde muitos professores fazem questão de gerar um constrangimento as chamando pelo nome de batismo, outra é a utilização do banheiro, onde somos obrigadas a usar os sanitários masculinos, o que é muito desagradável, pois as travestis acabam sendo vítimas de muita gozação, agressões físicas, tentativas de estupro e isso tudo faz com que elas deixem a escola”, disse ela que há dois anos conseguiu mudar os documentos e abandonar o antigo nome de João.

O uso do banheiro por parte das travestis é um dos capítulos da tese de Luma. Ela disse que prendia a urina e só ia ao banheiro depois que chegava em casa, o que lhe rendeu, à época dores abdominais, dilatação da bexiga, além do desconforto no momento em que assistia a aula. “Muitas vezes eu perdia a concentração”, resume.
Realidades diferentes no interior e nos grandes centros

Na apuração para a produção da tese de doutorado, Luma Andrade, estudou 95 casos em todo o Ceará, mas três cidades tiveram maior destaque: Fortaleza, Russas e Tabuleiro do Norte. Nos municípios, ela encontrou duas realidades diferentes.

Na capital, mesmo com uma maior oferta de estabelecimentos educacionais, as travestis quase não têm acesso à educação e a maioria se concentra em zonas de prostituição no centro e na orla da cidade. Já em Russas e em Tabuleiro do Norte, ela acompanhou de perto a história de três travestis que freqüentavam aulas em escolas de ensino fundamental e médio. “Por incrível que pareça, no interior elas são mais acolhidas e o preconceito é menor, pois elas conseguem viver no ambiente da família, sem precisar se prostituir. É possível ver travestis trabalhando no comércio como vendedoras e em diversas atividades”, observa.

Outra coisa que chamou a atenção da doutoranda foi o fato de muitos dirigentes escolares e educadores não saberem distinguir uma travesti de um homossexual. Segundo o manual de comunicação da Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros (ABGLT), "um travesti é a pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade". Já um homossexual é, segundo o documento, "a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero".

SAIBA AS DIFERENÇAS


TravestiPessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade. Utiliza-se o artigo definido feminino “A” para falar da Travesti (aquela que possui seios, corpo, vestimentas, cabelos, e formas femininas).
HomossexualÉ a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero.
BissexualÉ a pessoa que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas de ambos os sexos/gêneros. Bi é uma forma reduzida de falar de pessoas bissexuais
HeterossexualIndivíduo amorosamente, fisicamente e afetivamente atraído por pessoas do sexo/gênero oposto. Heterossexuais não precisam, necessariamente, terem tido experiências sexuais com pessoas do outro sexo/gênero para se identificarem como tal.
LésbicaMulher que é atraída afetivamente e/ou sexualmente por pessoas do mesmo sexo/gênero. Não precisam ter tido, necessariamente, experiências sexuais com outras mulheres para se identificarem como lésbicas.
Drag QueenHomem que se veste com roupas femininas de forma satírica e extravagante para o exercício da profissão em shows e outros eventos. Uma drag queen não deixa de ser um tipo de “transformista” (consultar abaixo o termo), pois o uso das roupas está ligado a questões artísticas – a diferença é que a produção necessariamente focaliza o humor, o exagero.
TransexualPessoa que possui uma identidade de gênero diferente do sexo designado no nascimento. Homens e mulheres transexuais podem manifestar o desejo de se submeterem a intervenções médico-cirúrgicas para realizarem a adequação dos seus atributos físicos de nascença (inclusive genitais) a sua identidade de gênero constituída.
TransformistaIndivíduo que se veste com roupas do gênero oposto movido por questões artísticas.
TransgêneroTerminologia utilizada para descrever pessoas que transitam entre os gêneros. São pessoas cuja identidade de gênero transcende as definições convencionais de sexualidade.

  • Fonte: Manual de Comunicação LGBT da Associação Brasileiras de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros